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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A se esperar.



Cabum! Agora a pouco tive um pensamento bem peculiar... E esses pensamentos aparecem e somem com uma velocidade supersónica. E esse pensamento em especial eu já tive a tempos atrás e talvez inconscientemente eu já o tenha posto em prática; que é o de ajudar e dar conselhos a quem precisa. Cansei de ficar expondo peculiaridades excêntricas, atitudes melancólicas de carácter introspectivo. Gostaria sim, de expor situações minhas e sim, soluções para as próprias. Olhem essa foto... Ela mostra um "E" cravado com uma caneta numa árvore lá na Praça da Independência. Eu que cravei. "E" de Erick. Na verdade eu tentei cravar o nome inteiro mas me faltou disposição então ficou só o "E" mesmo. Deixei ele lá. Faz dois anos que fiz e nem parece... não sei como ele está, se ainda está lá, se já apagou-se, se a chuva o deformou. Mas pra mim, nessa foto, ele ainda existe.
Bom, mudando um pouco de assunto, mas mantendo o foco da conversa; há 1 ano e meio eu comecei um curso de teatro que até então eu nem imaginava que proporções tomariam... e cá estou, atuando, gravando uma minissérie que vai ficar um bom tempo circulando pelo Brasil inteiro. Eu, que pensava em fazer peças de teatro, coisas sem muito destaque, estou aqui, prestes ao sucesso incerto ou ao fracasso iminente.
Mas o que fazer quando não se tem muita certeza da vida? Na dúvida, tenta.

O meu futuro? Está se desenrolando numa longa teia, com várias terminações; tudo a se pensar, a se fazer, a se esperar...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Do valor que se tem.




O que faz de você especial? O que te torna único, interessante? O que te faz centro das atenções e ombro amigo pra todas as horas? Mas a pergunta que me faço é completamente antónima à todas essas. O que te faz mudar a ponto de não ser mais o centro das atenções? A não ser mais o ombro amigo? A não ser mais especial... Queria sinceramente saber a resposta. Serei humano ao ponto de dizer que sinto inveja, sim inveja, de quem tem amigos declarados e sinceros. Queria poder receber "algo de alguém" como uma carta ou um depoimento que me dissesse o quanto eu sou especial, único, inseparável. Talvez eu esteja mesmo é esperando demais. Afinal essas coisas não se esperam, aparecem. É algo meio que... conquistado. Mas não teria eu conquistado tal galardão? Eu que me achava tão amigo e presente? Eu que sempre me dediquei a todos os meus amigos... não merecia tamanha consideração? Às vezes me acho tão descartável... tão "conveniente", como se eu apenas servisse para "aquele" momento, para "aquela" situação; e posteriormente descartado e excluído do "clã". É bem triste você defender tanto algumas pessoas, bater no peito e se mostrar tão disposto a honrá-las e simplesmente não ser reconhecido por isso. Infelizmente eu dou valor a coisas que aos olhos comuns não tem a menor relevância, mas que importam pra mim. É chato quando seus amigos não te suportam ao ponto de achar que o que você faz ou escreve é desnecessário ou fútil. Tudo bem que amigo tem que ser sincero e verdadeiro, mas não a ponto de não se importar se vai te magoar ou não com suas atitudes. A minha forma de amizade é bem delicada. Eu analiso tudo, me importo com tudo, me meto em tudo, me magoo com tudo. Se nenhum amigo for amigo o suficiente pra perceber e entender isso. Prazer, foi bom te conhecer.

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Queria abrir um parêntese e dizer o quanto é bom saber que tem pessoas que ainda me lêem. Agradeço a Alessandra e seu comentário inspirador no meu 1º post que eu vi enquanto fuçava aqui. Tudo o que eu escrevo aqui é um grito abafado e contido que me faz calar por hora.

Abraços.

sábado, 7 de novembro de 2009

Definitivamente.




É, definitivamente eu sou uma pessoa melancólica. E isso não vai mudar, pode até atenuar, mas nunca deixarei de ser uma pessoa assim. Que gosta de se manter nesse foco de incertezas. Que a perfeição é angustiante demais para si. Tento, de verdade, eu tento postar coisas alegres, engraçadas, mas não tenho "inspiração" para isso. Sempre estarei imbuído de sentimentos pesados e obscuros. Não é nada legal uma pessoa ser assim. Tenho meus momentos de alegria, sarcasmo, humor negro. Gosto de viver numa constante harmonia, entre a perfeição e o caos, sempre no equilíbrio. Mas... quando chega a um ponto de você se sentir obrigado a suportar certa situação que já tá te esgotando, desgastante, cheia de conflitos e brigas constantes, é complicado. Mas ninguém entende o meu silêncio, a minha preservação. Não entendem que esse é meu único modo de por tudo em ordem, na calma. Não entendem que melhor que qualquer coisa, somente eu e a minha mente pra chegar a um consenso. Se eu digo que algo me assustou, não é brincadeira. Poucas coisas me assustam nesse mundo, poucas mesmo. Mas quando assustam, deixam marcas. Palavras, atitudes, tom de voz. Assusta de forma agressiva. E é como eu ainda estou, assustado. E digo que vai demorar pra eu abstrair.

Não quero que a brandura se transforme em algo a se tolerar, a se aturar, até explodir de vez. Como aconteceu.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Viver, um desejo latente.



Estou em uma constante busca de liberdade, pra minha vida, para as minhas ações, pra minha personalidade, para os meus sonhos. Passei a minha vida inteira sonhando em um dia poder viver do meu jeito, com as minhas regras, com os meus recursos; de uma forma independente, particular. Sou daqueles filhos que os pais criam "pro mundo", pelo menos era esse o meu desejo, que eu fosse criado assim. Mas infelizmente fui criado pra passar o resto da vida dependente, aprisionado a uma doutrina de regras, de autoritarismo e de monopólio da palavra e da razão. Não queria chegar a um ponto na minha vida em que eu fosse desejar algo tão veemente. Quero viver, com tudo que a vida me reserva, quero sofrer, vencer, superar. Quero ser pleno. Quero me sentir pleno. Quero sair de casa, nem que seja por expulsão. A essa altura do campeonato eu nem me importo mais com nada. Apenas em ter a minha vida, como eu sempre quis, só minha; sem ninguém pra vivê-la por mim. Nesse ponto eu sou egoísta, se eu sofro, me divirto, me perco, passo por tudo que é derrota, tenho por direito a vida que me foi dada. E dela eu não abro mão.

Algum dia eu espero ler essa postagem e estar em algum lugar totalmente diferente daqui; livre, sendo feliz e acima de tudo, vivendo.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Na mais desprezível das situações.



Nunca me vi como um exemplo de conduta. O que nos difama são os excessos, que em sua maioria, são fruto da ingênua sensação de liberdade. Tentei de forma errônea sanar uma falha de convivência, no mais, usei de excessos, não fui muito feliz na escolha. Deveria ter seguido o que dizia a pobre e rejeitada consciência. Se antes eu não tinha moral alguma diante de tais pessoas, hoje a chance de construir alguma é completamente inexistente. É nessas horas que eu me pergunto... Eu preciso passar por isso? É necessário? Me expor de tal forma a fim de conquistar respeito? Sinceramente, isso nunca foi uma questão de revelância pra mim. Nem nunca serviu de carteirinha de "acesso" à certas amizades. Não vejo em mim o bloqueio. Não mesmo. Pensei sim, inúmeras vezes em jogar tudo por alto, desistir, amarelar (como dizem por aí). Covardia? talvez. No meu lugar poucas pessoas se põem, poucas entendem. Cansei em tentar agradar. Não agradei desde o princípio. Paciência. Chacota nunca foi um alvo almejado por mim, mas involuntariamente estou me vendo. Odeio quem se faz de vítima e não serei eu a querer me fazer. Tudo que está acontecendo eu de certa forma procurei, na mais idiota das maneiras. Cheguei a por em dúvida na minha mente certas amizades, que se provaram amigos de verdade. Me desaponta as outras pessoas que se passam pro outro lado a fim de se livrarem da reta, dos comentários que poderiam ser pra si. É mais fácil encobrir isso falando do mais fraco, do mais vulnerável, aquele que todos querem sujar mais ainda.
Bom, não quero mais falar sobre isso. Não vejo mais necessidade em ficar pensando no que fiz ou deixei de fazer. O que passou já era e o que vem pela frente só depende de mim.

domingo, 13 de setembro de 2009

Perdido por aí.



Eu não consigo me enxergar... Você consegue? Pode me ver? Me sentir? Bem aí? Eu creio que não.
De repente tantas coisas perdem o sentido e a gente nem sabe o porquê ou talvez não queira acreditar. Os olhos que brilhavam azuis e felizes, hoje, estão tristes e amortecidos em tons de cinza. Talvez demos muita importância a pequenos detalhes. (Mas, o que seria pequeno pra mim?) Tudo é delicadamente relativo. Eu era alguém que confiava, que amava, que sorria, que brilhava. Hoje, eu não sei mais.

Deixa eu viver no meu mundinho de ilusões arcaicas. Tudo pra mim é tão simples, que certas horas sinto a leve necessidade de complicar. Entrarei em um processo arriscado agora. Não mereço certas coisas, embora eu não me considere um ser humano exemplar.

Infelizmente correstes o risco de me ter para ti. Não sigo um padrão, não tenho manual, não preciso de desculpas, apenas de um respeitável apreço. E embora, quem sabe, eu esteja vendo tudo de forma errónea, tu me conheces. E já sabias que eu ficaria assim. E cá estou. Partido. Igual aquilo que tanto já bateu por ti.

Talvez o tempo, junto com os próximos dias me surpreendam, ou não.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Liberdade.



Sabe quando você passa por aqueles momentos que você sabe que vai se tornar um marco na sua vida? Pois é; passei por um desses ontem. E confesso que me sinto outra pessoa. Realmente era o que eu precisava pra me situar e me orientar na vida. Pela primeira vez na vida me sinto pleno, livre, sem máscaras, inteiro. Não entrarei em detalhes, mas saibam que um novo eu está nascendo. Completamente livre de temores, de apreensões e fragilidade. Sinto o cheiro da liberdade e isso é tão agradável que é difícil descrever.

Hoje, me sinto com forças pra lutar por mim. Independente do que me aconteceu até hoje, independente das perdas que tive, das desilusões, dos fracassos...
E chega de posts depressivos! A alegria que se encontra em mim creio que perdurará por muito tempo. ;D

A noite de ontem pra hoje se tornou um marco na minha vida. E tenho certeza, me lembrarei disso até o dia da minha morte. ;D

Amo a minha mãe.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Voltando a mim.



Depois de tanto me perder por aí, depois de tantos acontecimentos irreversíveis, de pessoas arrebatadoras e de situações constrangedoras, aqui estou eu novamente, voltando a mim. À minha essência. Estava com saudades de escrever, de me expressar com as palavras, de pôr formas e frases aos meus sentimentos.
Desde Outubro até hoje, meu mundo virou do avesso e de cabeça pra baixo... Mas nada que eu não pudesse suportar. Pensei em cada coisa deplorável, tive cada atitude detestável, como também tive atitudes que me fizeram sentir um orgulho imenso de ser quem eu sou. Me senti preso a pessoas, a hipóteses. E disso tudo cheguei a me enojar, compassadamente. Até que um dia explodi! E mandei tudo que, de forma bem disfarçada, estava me oprimindo, pra bem longe de mim. E foi aí que eu comecei a ser egoísta, não no sentido pleno da palavra, mas na forma auto-estimada de ser. E tudo mudou pra mim, desde que tomei tal atitude. Eu passei a representar um valor até então depreciado por aí. Tornei a significar alguma coisa pra alguém, ter a merecida importância. E isso é indefinível.
É verdade que coisas boas também aconteceram de lá pra cá. Passar no vestibular é uma delas.
E tem algumas acontecendo até agora...

Bom, pretendo continuar a escrever sempre que a inspiração aparecer e a preguiça não tomar contar de mim.

Abraços.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Sobre pedras e buracos.




Depois de mais de 3 meses estou de volta... Não trago boas notícias. Perdi muitas coisas valiosas na vida. Dentre elas a minha avó. Além disso, perdi um pouco das forças.
Quero achar o meu rumo, minha meta, me manter no foco. Sentir um pouco de confiança em mim mesmo. Me amar mais, me dedicar mais a mim. Parar de pensar que a felicidade só se encontra em alguém e não em si próprio. Ter auto-confiança, auto-estima, auto-conhecimento, todos os "auto" pra mim são necessários agora.
Somente a música continua me acalmando, me confortando, nesses dias de tantas angústias; O teatro também continua me fazendo muito bem. Cantando, minha voz tá bem melhor, com mais personalidade, atitude. Estou feliz em relação a isso. E quanto ao amor... Estou fechado para ele. Prometi a mim mesmo que não me permitirei cair no mesmo buraco novamente. A não ser que eu seja surpreendido. O que eu acho bem difícil.

Tropeçei, caí, levantei, me ergui, cantei e me encontrei.
Somente a música me faz feliz assim.

sábado, 26 de julho de 2008

Caminhos.



Bom, tem um bom tempo que não escrevo aqui, mas agora voltei pra contar o que me aconteceu nesses 3 meses e meio. De tudo que se imagina eu passei... das diversas dores às alegrias incomparáveis, das paixões repentinas aos amores inabaláveis... enfim, nos últimos dias, me senti como um vagalume preso numa caixinha de fósforo, cheio das mais diversas emoções, e sem poder vivenciar cada uma delas, me senti sufocado e pressionado pelas circunstâncias que me abalavam...
Há um mês, mais ou menos, minha avó sofreu um AVC e por decorrência desse entrou em estado de coma, o clima aqui em casa ficou pesado, denso e instável, nada me agradava, nem me motivava, o meu aniversário que eu comemoro no mesmo dia com ela, enfim, não quis comemorar, e cada saída minha era motivo de falatório e desconfiança...
Há uma semana e meia, eu passei a me preocupar um pouco mais comigo e encontrei o que faltava para me fazer feliz, naquelas horas que você acha que nada tá dando certo e que nada se encaixa, foi bem nessas horas que perdi meu coração, na verdade eu entreguei por livre e espontânea vontade (hehehe).
Há poucos dias recebi a notícia que a minha avó saiu do coma, não podia estar mais feliz! E ter alguém para compartilhar a vida com você é o que faz cada dia mais especial.

;D
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