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segunda-feira, 15 de março de 2010

A ti.

Eu sinto algo diferente. Sinto que te quero como nunca antes. Não que antes eu não te quisesse. Mas não tanto assim, não com tanta veemência. Quero dizer que a vida me presenteou com tua essência e eu respondo assim:
"Amo-te tanto, meu amor... não cante


O humano coração com mais verdade...

Amo-te como amigo e como amante

Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante


E te amo além, presente na saudade

Amo-te, enfim, com grande liberdade

Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente


De um amor sem mistério e sem virtude

Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde


É que um dia em teu corpo de repente

Hei de morrer de amar mais do que pude."

(Soneto do Amor Total - Vinicius de Moraes)

Só posso dizer que mesmo que eu não te merecesse, faria de tudo pra ser digno disso. (L)

domingo, 7 de março de 2010

Quer saber?

Eu tô com uma vontade filha-da-mãe de mandar tudo se foder. De não ligar, nem perceber. De ignorar, desmerecer. Descarregar, jogar pro alto. Matar meu sonho, minha razão. Esquecer que tenho coração.

E no final, respirar bem fundo e descansar.
Sentindo a leve brisa do mar.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Do que vem pela frente.



Tentarei resumir ao máximo como foi do dia 1º de Janeiro até agora... Então, vamos lá!
O meu dia 1º na verdade eu gostaria de apagar da memória, então pulemos essa parte...
Mas queria fazer um comentário sobre isso. Eu, de fato, imaginei que se o ano fosse igual ao começo, estaria fudido. Mas está acontecendo tudo inversamente proporcional ao início. Na primeira semana de Janeiro, acabamos de gravar umas cenas da minissérie na praia. Depois da praia começamos a gravar no colégio. Tudo ia num ritmo totalmente frenético e cansativo, até que... acabou. Acabaram as ligações de madrugada, o café da manhã na produtora, o almoço na locação, a carona na van... enfim. Sentirei muita falta disso.
Porém... no início da minha maré de sorte, no último dia da minha gravação eu recebo um telefonema pra uma entrevista de emprego. Coisa boa, não? No outro dia eu fui... e acabei sendo selecionado, ainda não fui chamado (mas apareceram outras prioridades, contarei no decorrer do post.). Uns dias depois, eu recebi outro telefonema para a gravação de um comercial da prefeitura daqui. Meu primeiro comercial... meus olhos brilhavam. E o comercial repercutiu, passa todos os dias na TV local de João Pessoa e metade da cidade já viu, minha mãe todo dia chega com um comentário de alguém que me viu lá e tal. rs
Passado uns dias do comercial ir ao ar, me falam de um teste pra uma peça da 'Paixão de Cristo' da prefeitura também. Eu fui lá meio desacreditado, com atores muito bons e experientes em teatro. Fiz o teste e no outro dia, pra minha alegria, me ligam dizendo que eu passei. Minha primeira peça profissional! Realmente eu tô muito feliz, as coisas estão começando a acontecer pra mim, depois de tanto tentar, de tanto ir atrás. As oportunidades estão aparecendo e eu não tô deixando nenhuma delas passar.
Eu resolvi reabrir meu curso de Letras e cursa-lo pela manhã, resolvi dar prioridade a ele do que ao emprego que até agora não fui chamado e que me atrasaria e muito na faculdade. Dependendo do meu pai, ele me prefere ver na faculdade do que trabalhando então... quem sou eu pra contrariar.

O carnaval foi bom; não gostei muito das Virgens de Tambaú, preferi as Muriçocas do Miramar e o Cafuçu que foi o melhor. Depois disso, o carnaval por aqui acaba mesmo e voltamos a nossa rotina. rs

Ainda sobre o trabalho, meu papel na peça da Paixão de Cristo me exige muita preparação física e eu tenho um mês pra me preparar. A partir de hoje eu começo na natação e na academia. Farei também uma dieta pra melhorar meu sistema respiratório e cardiovascular. Darei mais importância a minha saúde. Preciso cuidar de mim. Sempre.

Até mais.
;]

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Do que já passou.




Fim de mês, fim de ano, fim de década. Tá me dando uma nostalgia filha da mãe aqui. Tanta coisa aconteceu esse ano, mais tanta mesmo... Do mais absurdo dos acasos a mais feliz das conquistas. Minha vida se subdividiu em tantos erros, em tanta repetição de erros, em tanto acerto, em tanta paixão. Nada vem por completo, é claro. Tudo é sempre resultado de algo pra mim. O erro foi resultado da ingenuidade e o acerto foi resultado da conscientização de algo. O ano de 2009 já começou conturbado, com um relacionamento daqueles bem tempestuosos. Veio rápido e avassalador e foi embora do mesmo jeito.
Veio a época de comemoração no final de Janeiro, eu tinha passado no vestibular. Raspei a cabeça com direito a fotos ridículas e vídeos constrangedores, enfim... o cabelo cresceu rápido e tudo voltou ao normal. Eu lembro que o carnaval desse ano foi o que eu mais me diverti, aproveitei cada festa, não perdia uma. Foi o ano que mais farrei também. Coisa boa, não?
Aliás, festa foi uma coisa que teve a vontade. E em todas eu bebi... e muito! Mas não vou entrar em detalhes... rs
E quando eu imaginava que seria o fim da minha esperança com relacionamentos, surge um oásis; foi o primeiro dia 12 de junho que não passei sozinho, além de várias outras maravilhas.
Teve até uma peça que eu ia fazer de um texto do Oscar Wilde, mas nem rolou...
Nesse mesmo período, eu recebo uma ligação do meu professor de teatro Tony pra fazer um teste de elenco pra uma tal minissérie que seria gravada aqui em João Pessoa de temática adolescente pra TV Escola. Jackson também tinha me chamado, eu fui fazer o teste com ele; depois de uns dias, recebi uma ligação pra fazer outro teste pra outro personagem; uma semana depois eu estava numa reunião com o elenco principal. Comecei a trabalhar na preparação do personagem com todo elenco desde Junho e cá estou, gravando e tudo tem previsão pra acabar ainda no final de Janeiro de 2010. É são 6 meses, de trabalho cansativo, exaustivo, estressante, porém sinto gosto de confiança, de que tudo isso vai dar certo. De que receberei o reconhecimento merecido. Também são 6 meses de coisas boas, de vida compartilhada, de emoções vividas, de saudades, de reencontros.
Tive que trancar a faculdade de Letras que eu esperava tanto por conta desse trabalho.
O Michael Jackson morreu, foi aquele caos na TV, assunto pra uns 4 meses... eu senti a perda dele da minha forma, absorvendo tudo que ele trouxe e tudo o que ele representa pra música; e é muita coisa viu...
Esse ano eu passei o meu primeiro aniversário sozinho... sem a minha avó que fazia aniversário no mesmo dia comigo. Embora tivessem feito de tudo pra me alegrar, eu sentia sua falta e muito. Embora tenha sido dolorido, eu já superei.
Esse também foi o ano que eu mais gastei, com roupas, com comida, com bebida. Estourei limites de cartões e fiz dívidas absurdas. Consequência né? Fazer o quê...
Esse ano criei outro fotolog, outro e-mail, usei mais esse blog, criei Twitter (que se tornou vício) e passei a usar o nick: sugarexplosive e fiquei conhecido por alguns como açúcar explosivo (é, sobraram piadinhas...) É que esse ano eu coloquei mais a vista o meu temperamento calmo, porém explosivo. Daí o nick.
Talvez eu tenha esquecido de algum fato, mas eu não iria lembrar de tudo mesmo.

Resumindo, esse ano eu arrisquei mais, pensei mais, chorei na medida, sorri muito, fui feliz.

E espero de verdade, que próximo ano, eu consiga arranjar um trabalho rápido, ganhar dinheiro, fazer peças de teatro, cantar muito, conseguir montar uma banda, divulgar meu trabalho, me manter numa academia, ser pontual (não é pra rir... ¬¬') fazer dança, morar 'sozinho' e ser mais feliz do que fui esse ano; e que as transições de um período a outro sejam no mínimo construtivas.

Eu desejo muito amor, dinheiro, saúde, trabalho, ousadia, reconhecimento, liberdade, responsabilidade, surpresas boas, alegrias inesperadas e amigos pra todas as horas, sempre!

Que venha 2010, eu estou esperando... ;]

domingo, 6 de dezembro de 2009

Algo assim.



Na postagem anterior eu fui sincero como nunca antes. As coisas fizeram mais sentido pra mim. Amizade, família, trabalho... tudo se ajeitou, tudo tá se ajeitando, se ajustando, melhorando. Sou outra pessoa no trabalho, tentando ser mais agradável com quem não me conhece ainda. Me mostrando mais simpático, como eu realmente sou, e não sou modesto, só algumas vezes... que são raras. Mas só tem algo me preocupando ultimamente, que é o meu consumismo excessivo. Não quero me afundar em dívidas, mas estou me afundando... tô muito apreensivo com a situação, mas tenho que parar com isso e vou parar! Parei, pronto. Não compro mais nada em cartão de crédito até conseguir outro emprego. O meu próximo salário será todo pra pagar dívidas, infelizmente. A gente um dia tem que aprender a se virar, né?
E o que dizer das gravações? Posso dizer que tô me surpreendendo com muita coisa... já fiz amizade com boa parte da figuração. Estou me entrosando muito fácil com todos. Bom, até agora não teve nenhuma cena com falas extensas, nem rolou cena com futebol ainda, mas estamos aí... esperando que tudo dê certo. Comprei minhas roupas de Natal e Ano Novo e raspei minha conta bancária. Me fudi, em outras palavras. Mas já me arrependi de muita coisa, serviu pra não repetir muita tolice que fiz por aí.
Quero dizer também que a balada dessa sexta foi ótima! Nunca me diverti tanto, de rir, gritar, dançar... foi algo "digno". Mereço outras!
Amanhã tem prova do IBGE e espero de verdade que eu milagrosamente consiga passar nessa prova. Preciso de estabilidade urgente! Torçam por mim.

Ah, criei um blog novo sobre críticas de filmes e música, em breve vou disponibilizar o link aqui pra darem uma olhada...
Tô pirando aqui ao som de Mika, que sempre me traz boas sensações.

Beijos e abraços a todos que me lêem e que fazem minha alegria ficar completa deixando um comentário. Afinal é isso que espera todo mundo que escreve em um blog; quem disser que não se importa com isso, tá mentindo! Nada supera o prazer de ver que alguém lhe leu e que comentou sobre algo. Algo assim.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

E eu vou sorrir.



Não importa o que aconteça, a raiva que eu esteja sentindo, a vontade que eu esteja de mandar todo mundo se fuder; eu vou estar sempre sorrindo! Sabem aquela expressão "cagando e andando"? Pois é, vou adotá-la pra mim, constantemente. Fulano falou mal, fez fuxico, deu risadinha? Tô cagando e andando, rindo e fingindo que ele nem existe. Não adianta eu me tornar uma pessoa seca, ríspida e amarga, só porque um ou outro não vai com a minha cara e fazendo assim com que mais e mais pessoas também desgostem de mim. Acabou! Eu sou uma pessoa maravilhosa, que dá tanto valor a amizade e ultimamente eu tô me importando mais em saber se estou ou não no foco dos fuxicos, já com a minha alma apreensiva esperando a próxima afronta. Não estou deixando as pessoas vêem o quão genial, o quão amável, sensível e interessante eu sou. Estou mais preocupado ultimamente com o que vão achar, com o que vão dizer, o que vão pensar... Parou! Isso não tá certo... Eu estou me afundando em caos. Estou deixando de viver pra me preocupar com isso.
Recentemente, passei por uma situação bem desagradável, praticamente surtei. Me senti inseguro no trabalho, incapaz, desmotivado, com vontade de jogar tudo pro alto. Mas parei, refleti, conversei com Kauê. Ele me ajudou pra caramba. Me abriu os olhos e me fez enxergar a merda que eu tava fazendo.
Decidi que não vou mais abaixar a cabeça quando rirem de mim... Não vou aceitar que falem mal enquanto eu fico pequenininho, me diminuindo, sendo o coitadinho... a-ca-bou! chega! Não dependo de ninguém pra conseguir o que eu quero, não nasci grudado nessas pessoas.
Eu era do tipo de pessoa que estava super bem, mas ao menor sinal de burburinho sobre mim, eu já murchava, me entregava a situação e fazia a festa de quem queria me diminuir, fechava logo a cara e construia uma imagem seca, arrogante, amarga. Estava fazendo exatamente o que queriam... mudando de personalidade, humor e até deixando de cativar as pessoas. Bonito pra minha cara... Mas agora, estarei adotando uma nova postura. E terei de me lembrar sempre mantê-la. Eu estava inseguro com o trabalho e abaixando a cabeça pra qualquer adversidade, mas eu quero é acabar logo esse caralho, mesmo que eu não saiba jogar porra nenhuma (farei o papel de um jogador de futebol de areia), ou seja péssimo ator (o que não acho que seja o caso, afinal eu estudei pra isso). Estarei lá, bonito, olho azul, disposto e sorrindo... porque querendo ou não o sorriso acaba com qualquer apatia.

E se... por acaso... eu voltar a cair, não vou desistir; vou me manter firme, seguro e íntegro. Permanecerei inabalável e encontrarei o que preciso pra continuar. Eu sei que posso superar as crises, sei que posso aguentar mais uma vez, por mim mesmo e eu sei que sou forte o bastante pra cicatrizar qualquer dor. Quando tudo der errado, eu não terei medo porque, afinal, não há nada que eu não possa encarar; talvez me digam que eu não vá conseguir... mas eu não vou hesitar, resistirei e direi bem alto: você pode se surpreender!


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A se esperar.



Cabum! Agora a pouco tive um pensamento bem peculiar... E esses pensamentos aparecem e somem com uma velocidade supersónica. E esse pensamento em especial eu já tive a tempos atrás e talvez inconscientemente eu já o tenha posto em prática; que é o de ajudar e dar conselhos a quem precisa. Cansei de ficar expondo peculiaridades excêntricas, atitudes melancólicas de carácter introspectivo. Gostaria sim, de expor situações minhas e sim, soluções para as próprias. Olhem essa foto... Ela mostra um "E" cravado com uma caneta numa árvore lá na Praça da Independência. Eu que cravei. "E" de Erick. Na verdade eu tentei cravar o nome inteiro mas me faltou disposição então ficou só o "E" mesmo. Deixei ele lá. Faz dois anos que fiz e nem parece... não sei como ele está, se ainda está lá, se já apagou-se, se a chuva o deformou. Mas pra mim, nessa foto, ele ainda existe.
Bom, mudando um pouco de assunto, mas mantendo o foco da conversa; há 1 ano e meio eu comecei um curso de teatro que até então eu nem imaginava que proporções tomariam... e cá estou, atuando, gravando uma minissérie que vai ficar um bom tempo circulando pelo Brasil inteiro. Eu, que pensava em fazer peças de teatro, coisas sem muito destaque, estou aqui, prestes ao sucesso incerto ou ao fracasso iminente.
Mas o que fazer quando não se tem muita certeza da vida? Na dúvida, tenta.

O meu futuro? Está se desenrolando numa longa teia, com várias terminações; tudo a se pensar, a se fazer, a se esperar...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Do valor que se tem.




O que faz de você especial? O que te torna único, interessante? O que te faz centro das atenções e ombro amigo pra todas as horas? Mas a pergunta que me faço é completamente antónima à todas essas. O que te faz mudar a ponto de não ser mais o centro das atenções? A não ser mais o ombro amigo? A não ser mais especial... Queria sinceramente saber a resposta. Serei humano ao ponto de dizer que sinto inveja, sim inveja, de quem tem amigos declarados e sinceros. Queria poder receber "algo de alguém" como uma carta ou um depoimento que me dissesse o quanto eu sou especial, único, inseparável. Talvez eu esteja mesmo é esperando demais. Afinal essas coisas não se esperam, aparecem. É algo meio que... conquistado. Mas não teria eu conquistado tal galardão? Eu que me achava tão amigo e presente? Eu que sempre me dediquei a todos os meus amigos... não merecia tamanha consideração? Às vezes me acho tão descartável... tão "conveniente", como se eu apenas servisse para "aquele" momento, para "aquela" situação; e posteriormente descartado e excluído do "clã". É bem triste você defender tanto algumas pessoas, bater no peito e se mostrar tão disposto a honrá-las e simplesmente não ser reconhecido por isso. Infelizmente eu dou valor a coisas que aos olhos comuns não tem a menor relevância, mas que importam pra mim. É chato quando seus amigos não te suportam ao ponto de achar que o que você faz ou escreve é desnecessário ou fútil. Tudo bem que amigo tem que ser sincero e verdadeiro, mas não a ponto de não se importar se vai te magoar ou não com suas atitudes. A minha forma de amizade é bem delicada. Eu analiso tudo, me importo com tudo, me meto em tudo, me magoo com tudo. Se nenhum amigo for amigo o suficiente pra perceber e entender isso. Prazer, foi bom te conhecer.

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Queria abrir um parêntese e dizer o quanto é bom saber que tem pessoas que ainda me lêem. Agradeço a Alessandra e seu comentário inspirador no meu 1º post que eu vi enquanto fuçava aqui. Tudo o que eu escrevo aqui é um grito abafado e contido que me faz calar por hora.

Abraços.

sábado, 7 de novembro de 2009

Definitivamente.




É, definitivamente eu sou uma pessoa melancólica. E isso não vai mudar, pode até atenuar, mas nunca deixarei de ser uma pessoa assim. Que gosta de se manter nesse foco de incertezas. Que a perfeição é angustiante demais para si. Tento, de verdade, eu tento postar coisas alegres, engraçadas, mas não tenho "inspiração" para isso. Sempre estarei imbuído de sentimentos pesados e obscuros. Não é nada legal uma pessoa ser assim. Tenho meus momentos de alegria, sarcasmo, humor negro. Gosto de viver numa constante harmonia, entre a perfeição e o caos, sempre no equilíbrio. Mas... quando chega a um ponto de você se sentir obrigado a suportar certa situação que já tá te esgotando, desgastante, cheia de conflitos e brigas constantes, é complicado. Mas ninguém entende o meu silêncio, a minha preservação. Não entendem que esse é meu único modo de por tudo em ordem, na calma. Não entendem que melhor que qualquer coisa, somente eu e a minha mente pra chegar a um consenso. Se eu digo que algo me assustou, não é brincadeira. Poucas coisas me assustam nesse mundo, poucas mesmo. Mas quando assustam, deixam marcas. Palavras, atitudes, tom de voz. Assusta de forma agressiva. E é como eu ainda estou, assustado. E digo que vai demorar pra eu abstrair.

Não quero que a brandura se transforme em algo a se tolerar, a se aturar, até explodir de vez. Como aconteceu.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Viver, um desejo latente.



Estou em uma constante busca de liberdade, pra minha vida, para as minhas ações, pra minha personalidade, para os meus sonhos. Passei a minha vida inteira sonhando em um dia poder viver do meu jeito, com as minhas regras, com os meus recursos; de uma forma independente, particular. Sou daqueles filhos que os pais criam "pro mundo", pelo menos era esse o meu desejo, que eu fosse criado assim. Mas infelizmente fui criado pra passar o resto da vida dependente, aprisionado a uma doutrina de regras, de autoritarismo e de monopólio da palavra e da razão. Não queria chegar a um ponto na minha vida em que eu fosse desejar algo tão veemente. Quero viver, com tudo que a vida me reserva, quero sofrer, vencer, superar. Quero ser pleno. Quero me sentir pleno. Quero sair de casa, nem que seja por expulsão. A essa altura do campeonato eu nem me importo mais com nada. Apenas em ter a minha vida, como eu sempre quis, só minha; sem ninguém pra vivê-la por mim. Nesse ponto eu sou egoísta, se eu sofro, me divirto, me perco, passo por tudo que é derrota, tenho por direito a vida que me foi dada. E dela eu não abro mão.

Algum dia eu espero ler essa postagem e estar em algum lugar totalmente diferente daqui; livre, sendo feliz e acima de tudo, vivendo.
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