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sábado, 28 de agosto de 2010

Vazio.

De repente parar, olhar, divagar... e não se encontrar. 
"Não me encontro em nada, não me reconheço em nada bom. Tudo que eu vejo é vazio. Tenho baixa estima, tenho vergonha, tenho receio, insegurança... Sou um fracasso. Nunca dei certo. Nunca darei. Sou um equívoco da vida. E ela pra mim é um erro."

Volta e meia retorno a esse pensamento destrutivo e persistente. A culpa é minha? Acho que sim. Tenho problema? Talvez. Penso em acabar com isso? Freqüentemente. 

Sem dor e sem volta.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A visita da bendita.

Ando meio com preguiça ultimamente. Uma preguiça generalizada. Preguiça física, mental e social. Preguiça de arrumar o quarto, de ler um livro, de atualizar blogs, de puxar assunto no MSN, de responder à perguntas idiotas e clichês. Enfim... 




Admiro quem tem disposição pra postar todo santo dia, eu realmente admiro essas pessoas. Invejo até. Queria eu ter coragem pra postar tudo que me vem ao pensamento. Tudo que circula por essa cabeçinha de vento. 
Em determinadas situações eu me sinto tão inútil que chego a cogitar a idéia de fuga (para uma praia, para um shopping, para um bar). Em outras situações, eu vejo que não sou tão inútil assim, sirvo ao menos pra dar trabalho. Meus pais colocam sobre mim uma carga emocional muito densa, me sinto a culpa de todos os problemas que acontecem na minha casa. Tudo que é de gastos, despesas e preocupações. É nessas horas que eu penso em sumir. Parar de "dar trabalho". Parar de depender. E é nessas horas eu vejo que preciso agir. Arrumar um emprego, me libertar. Dar um rumo à minha vida.
Tenho vários planos na minha mente. Pretendo estudar música, fazer jornalismo, atuar, trabalhar. Mas as coisas precisam ser reorganizadas. E infelizmente, não vai dar pra fazer tudo ao mesmo tempo.
Estou matriculado em música, mas preciso trabalhar. Como proceder? Se música é minha vida e trabalhar é preciso pra me sustentar. 
Questões, questões e mais questões... preciso resolvê-las e rápido!

Contudo, tenho apenas uma certeza: 
Esse ano será de mudanças! 
Posso sentir.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Um novo blog.

Pra vocês que me seguem por aqui. Que acompanham meus posts, minhas reflexões, lamentações e afins. Eu criei um novo blog destinado a tudo aquilo que eu assisto, leio e escuto. Saindo um pouco desse universo particular da minha mente e partindo para o universo que me cerca. Tudo que eu gosto e que faz a minha vida ter um certo sentido. Dicas de filmes, livros, músicas e tudo que eu faço quando não estou por aqui devaneiando em pensamentos.

Então, pra quem quiser dar uma olhada e seguir também, fiquem à vontade, são todos bem vindos no meu mundinho de...


Acessem. ;]

Feeling down.

Melancólico e ouvindo James Blunt. É, não estou lá essas coisas hoje.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O mundo ainda não acabou.



Pode até ser que a dor seja grande, que o mar esteja longe, que noite seja longa ou a vida incompleta. Pode até ser que a esperança pareça perdida, que o sonho pareça distante, que o mundo pareça injusto ou que simplesmente ninguém te entenda. Embora tudo isso tenha a possibilidade de estar acontecendo, cabe a você decidir como enfrentar. Algumas coisas na nossa vida parecem perder o sentido quando finalmente descobrimos o que queremos fazer ao longo dela. Não importa se você passe 4 anos na faculdade fazendo Letras, se você sabe que nasceu pra cantar, ou atuar. No fundo você sabe o que quer, o que mais vibra dentro de você. E mesmo sabendo disso, procura ocupar o tempo com uma atividade que não te faz tão feliz, ou não te estimula tanto assim. E como explicar isso? Como explicar um desejo tão latente que te toma conta se precisa cuidar do seu futuro? Porque infelizmente, não basta fazer o que se gosta, você ainda tem que sobreviver, ganhar dinheiro. Algumas pessoas têm opiniões divergentes sobre isso. Sendo que pra mim, tudo tem outro sabor, outro sentido, outra motivação. Se eu precisasse de dinheiro, não trabalharia num lugar que desprezo apenas para me manter. Ofereceria o que tenho de melhor, a arte. Ganharia dinheiro cantando. Talvez nem recebesse tanto quanto eu receberia se estivesse num trabalho duro, mas estaria feliz, fazendo o que gosto; e conseqüentemente estaria me realizando. Sem desperdiçar momentos.

O por quê desse post? Hum... nem eu sei. Estava ali pensando e resolvi escrever. E talvez esse post não seja nem pra mim. Talvez seja para algum(a) leitor(a) quem sabe...

Mas uma coisa é certa. Eu não sou bom em muita coisa. Mas naquilo que faço, eu dou o meu melhor. Talvez, futuramente, eu não seja um bom professor de português, mas seja reconhecido como cantor, ou ator... ou talvez não. Talvez eu tenha sucesso ou me frustre, mas é nisso e somente nisso que eu sinto prazer. E tudo que eu fiz e faço até hoje é pra um dia me tornar um artista. Parece um pouco sonhador demais esse meu discurso, mas eu não busco fama, busco reconhecimento. E de fato, todo artista precisa de reconhecimento para crescer. Quero mostrar ao mundo no que eu sou bom e que as pessoas vejam em mim a si próprias. Isso me faria feliz, me deixaria completo.

Porque cada vida tem um sentido; e sem sonhos estaríamos mortos.
Eu alimento um sonho...
E o mundo ainda não acabou pra mim.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Preguiça.

Até mesmo de escrever algo com mais de uma linha.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Do sonho de ontem.

Sonhei que eu estava em Aracaju ontem. Na verdade nunca estive em Aracaju, mas era Aracaju, sei disso porque diziam isso no meu sonho. Também já estive na Bahia sem nunca ter ido lá, mas isso é outro sonho. Nesse, eu estava com meus tios e primos na praia; e nessa praia tinham rochedos com formatos bastante peculiares. Um deles, inclusive, se assemelhava a uma garrafa de Coca-Cola; tirando isso, as ruas eram bem apertadas e lembravam becos de favelas cariocas. O céu estava lindo, numa espécie de crepúsculo onde as cores variavam entre o azul e um rosa meio avermelhado; o sol não se via, mas ainda iluminava o céu. A praia formava uma enseada muito fechada e mal se via o mar aberto. No sonho eu ficava lembrando do meu litoral, aqui na Paraíba, onde podemos ver o mar até onde a vista alcança. Com certeza esse lugar não era Aracaju, mas no meu sonho tinha tal nome. Geralmente meus sonhos em lugares recebem nomes aleatórios, de cidades que já existem. Mas em todos eles eu sempre gosto de estar. Em cada lugar. Embora eu tenha plena consciência de que estou sonhando, eu procuro prolongar o sonho a fim de sempre descobrir mais sobre onde estou. E é muito bom sonhar assim. Tive ao total desse dia uns cinco sonhos diferentes. Cada um deles, deliciosamente gostoso de se viver/sonhar/estar.

Bom, estou indo sonhar mais um pouco agora. Sabe-se lá onde irei parar desta vez. Mas uma coisa é certa, a viagem estará garantida.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Uma boa pessoa.

Às vezes fico inseguro, fecho a cara, pareço antipático mas, no fundo, sou uma boa pessoa. Às vezes gosto de implicar só pra ver se instalar um caos temporário mas, no fundo, sou uma boa pessoa. Sou egoísta, briguento, impaciente, transtornado, melancólico, dramático, mas a boa pessoa permanece. Nenhuma das minhas atitudes me excluem de ser do bem, ou de querer o bem; e embora, muitas das vezes, eu esteja com uma raiva a ponto de querer matar alguém, no final sentirei pena e só desejarei que fique em paz. Sou assim. Um misto de qualidades com doses moderadas de defeitos. Nada que fuja muito do que a essência humana permite. Tenho algumas compulsões e TOC's que me desnorteiam às vezes e me tiram um pouco do eixo habitual. Cometo atrasos consideráveis, esqueço de coisas fundamentais, levando a crer que sou uma pessoa irresponsável, mas ainda assim, mesmo com tais atitudes falhas, sou humilde, justo e consciente. Três coisas que pra mim, já valem por muitas. (Mas que não desmerecem as outras, é claro.)

P.S. Não quero que isso soe como um atestado de caráter ou coisa parecida, quis apenas mostrar que mesmo sendo confuso, ainda mantenho a lucidez e a coerência pra certas coisas. Porque juízo eu ainda tenho. (Embora eu possa aparentar não possuí-lo.)

Cabei, Fim.

terça-feira, 30 de março de 2010

Postais de Outono.




E é ao som de 'Beirut' e com uma puta insônia que eu começo esse post. Com um sentimento confuso sobre mim. Confuso e ao mesmo tempo libertador. Algo como uma folha prestes a cair de uma árvore no outono, a ganhar o mundo com a possibilidade trazida pelo vento que a conduz. Me sinto nostálgico, lembrando muito de tempos vividos. Fotos tiradas, conversas tidas, prazeres sentidos, canções desafinadamente cantadas ao efeito do álcool e cigarros de sabores diferentes. Não me queixo nem um pouco da vida que levo ultimamente; mas sinto falta daquele despropósito, daquela solidão que tomava minhas noites de domingo, daquela despreocupação, sinto falta até mesmo daquela melancolia que eu sentia a cada frustração sofrida. Mas seria demais pedir que alguém compreendesse tamanho desatino. Não é cabível ao ser humano hoje em dia se dar ao luxo de ser melancólico. Tudo é sempre muito otimista. Até eu mesmo me construí assim. De uma forma que passei a mascarar meus defeitos e minhas ilusões. Sinto que sou feliz, mas me falta algo. Uma ousadia perdida ao longo do tempo e que deu lugar a um certo descontentamento, até visível em algumas horas mas, na maioria do tempo, mascarado.
Talvez eu esteja me arriscando em postar isso e dar margem a várias interpretações dúbias e errôneas. Mas um desabafo é sempre um desabafo. Se fosse agradável, não precisaria ter tal nome. Ninguém desabafa que está pulando de alegria, por exemplo, simplesmente se percebe.

E calma, não confundam nostalgia com insatisfação. É simplesmente saudade de uma vida que passou e que lembrarei como foi boa de se viver. Coisas de quem já está passando dos 21... e entrando naquela fase onde aparecem as várias crises existenciais. E depois de escrever tudo isso, o que mais me conforta é saber que eu sou absolutamente normal. E sei que alguém vai se identificar com isso de alguma maneira. Afinal, juventude não determina idade; é um estado de espírito. E é assim que eu ainda me sinto por dentro.



segunda-feira, 15 de março de 2010

O que mais me dói.

E o que mais me dói é ter merecido isso. É ter plena consciência do meu fracasso, da minha incompetência. É sempre me lamentar e nunca agir. É sentir uma enorme tristeza em ver tudo escorrer pelas minhas mãos sabendo que eu e somente eu tinha capacidade de ter feito diferente. Saber que todos vão dizer: "Também, tu nunca muda!", "Como você é irresponsável!", "Perdeu uma grande oportunidade...". Saber que mesmo que ninguém diga isso, vai pensar em dizer. Ver meu sonho desaparecer de um dia pro outro. Esquecer de um processo que eu já tava tão acostumado em praticar todos os dias.

Não mereço dó de ninguém, eu fui irresponsável e paguei por isso. Agora só me resta ver o que será de mim. Se vou conseguir mudar minha reputação ou não.

Só digo que minha vida não será mais a mesma. Não mesmo.
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